PPBio Rabeca e PELD Catimbau levaram ciência à 82ª Exposição Nordestina de Animais

O PPBio Rabeca e o PELD Catimbau participaram da 82ª Exposição Nordestina de Animais, integrando o estande do Programa de Pós-Graduação em Biologia (PPGBio) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com ações voltadas à divulgação científica. A participação ocorreu na quinta-feira, 13 de novembro, e teve como foco a aproximação do público com temas relacionados à Caatinga, biodiversidade e conservação.

Durante o evento, as equipes desenvolveram atividades educativas e interativas que possibilitaram o diálogo com diferentes públicos, apresentando de forma acessível os conhecimentos científicos produzidos sobre o semiárido brasileiro. As ações buscaram despertar o interesse pela ciência e reforçar a importância da conservação dos ecossistemas da Caatinga.

Além da abordagem científica, a participação também valorizou as espécies nativas e a biodiversidade local por meio do uso de materiais lúdicos e colecionáveis, que contribuíram para aproximar as pessoas dos organismos que habitam o semiárido. Essas estratégias permitiram uma interação mais direta e afetiva com o público, fortalecendo a compreensão sobre o papel da pesquisa científica na proteção e valorização da região.

A presença do PPBio Rabeca e do PELD Catimbau na 82ª Exposição Nordestina de Animais reforçou o compromisso dos projetos com a popularização da ciência, demonstrando como a pesquisa científica pode transformar a forma como a sociedade entende, valoriza e cuida da Caatinga.

PPBio Rabeca e PELD Catimbau participaram de ação da SNCT/CECINE em escola indígena Pipipã, em Floresta (PE)

O PPBio Rabeca e o PELD Catimbau participaram de uma ação de popularização da ciência promovida no âmbito da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), organizada pelo programa Cecine pelas Cidades, na Escola Indígena da etnia Pipipã, localizada no município de Floresta, no sertão de Pernambuco. Floresta é um município de grande importância histórica e cultural para a região do semiárido brasileiro.

A atividade foi marcada por um momento especial de troca, escuta e aproximação entre ciência e comunidade, no qual estudantes e pesquisadores compartilharam conhecimentos, experiências e perspectivas sobre o território, a natureza e a biodiversidade. Os estudantes apresentaram seus próprios projetos e dialogaram com a equipe, ao mesmo tempo em que os pesquisadores tiveram a oportunidade de aprender com a sabedoria e os saberes tradicionais do povo Pipipã.

Durante a ação, o PPBio Rabeca e o PELD Catimbau levaram uma diversidade de materiais educativos e interativos, como jogos, desenhos para colorir, bottons, adesivos e outros recursos didáticos, todos voltados à biodiversidade da Caatinga. As atividades foram pensadas para estimular a curiosidade, a participação e o aprendizado de forma lúdica, valorizando o bioma e suas múltiplas formas de vida.

A iniciativa integrou os esforços da SNCT em ampliar o acesso ao conhecimento científico e reforçou a importância da popularização da ciência em diálogo com os territórios, reconhecendo e respeitando os conhecimentos locais. A ação evidenciou como a ciência pode se fortalecer quando construída de forma colaborativa, sensível às realidades sociais, culturais e ambientais do semiárido.

A participação do PPBio Rabeca e do PELD Catimbau nessa atividade reafirmou o compromisso dos projetos com a educação científica, a valorização da Caatinga e o fortalecimento das conexões entre universidades, escolas e comunidades tradicionais.

PPBio Rabeca e PELD Catimbau marcaram presença no Mirmeco Recife 2025

Entre os dias 2 e 6 de novembro, o PPBio Rabeca e o PELD Catimbau participaram do Simpósio de Mirmecologia – Mirmeco Recife 2025, realizado no Centro de Eventos de Recife, fortalecendo as ações de divulgação científica e o diálogo com a comunidade acadêmica e o público em geral.

Durante o evento, os projetos estiveram presentes com um estande dedicado à divulgação científica, reunindo materiais informativos e atividades interativas que possibilitaram a aproximação do público com as pesquisas desenvolvidas sobre a biodiversidade da Caatinga e, em especial, sobre o papel ecológico das formigas.

O PELD Catimbau também teve participação expressiva na programação científica, com a apresentação de diversos trabalhos em formato de pôsteres e banners. Além disso, integrou a mesa-redonda “Formigas como modelos de estudos em Projetos Ecológicos de Longa Duração (Programa PELD)”, que contou com a palestra da professora Fernanda Maria de Oliveira, intitulada “Perturbações antrópicas e mudanças climáticas na Caatinga: lições que aprendemos com as formigas”.

As ações de divulgação se estenderam para além do espaço do simpósio. Os projetos também participaram da atividade de comunicação pública da ciência “Ciência para todo mundo: do formigueiro à sociedade”, realizada no Parque Dois Irmãos, promovendo uma aproximação ainda maior entre a pesquisa científica e a sociedade.

A participação do PPBio Rabeca e do PELD Catimbau no Mirmeco Recife 2025 reforçou o compromisso dos projetos com a popularização da ciência, a formação científica e a valorização da biodiversidade da Caatinga, além de destacar a importância de eventos científicos como espaços de troca, aprendizado e construção coletiva do conhecimento.

Os projetos agradecem a todas as pessoas envolvidas na organização e realização do evento, que contribuíram para tornar o Mirmeco Recife 2025 um momento inspirador para a ciência brasileira.

PPBio Rabeca e PELD Catimbau iniciaram participação na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O PPBio Rabeca e o PELD Catimbau deram início à sua participação na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o maior evento de popularização da ciência do Brasil, com uma ação voltada à valorização da biodiversidade e dos saberes locais. A atividade teve como tema “A biodiversidade da Caatinga sob os olhares de sua gente!” e marcou a primeira iniciativa dos projetos dentro da programação da SNCT, que contou e ainda contará com outras ações em diferentes locais ao longo do evento.

A atividade promoveu momentos de diálogo, troca de saberes e interação com o público, reunindo conversas e dinâmicas educativas que destacaram a importância da Caatinga, do semiárido e das relações construídas entre ciência e comunidade. A proposta buscou valorizar o conhecimento produzido a partir do território, ressaltando histórias de vida, resistência e cuidado com a natureza.

Um dos destaques da ação foi a presença da Attina, mascote do projeto Mirmeco Recife, que encantou o público e contribuiu para aproximar crianças e adultos dos temas abordados. Durante o evento, Attina também encontrou o mascote Maculego, do Projeto Galego, fortalecendo o clima de integração e colaboração entre iniciativas de divulgação científica.Essa primeira ação integrou uma série de atividades que o PPBio Rabeca e o PELD Catimbau desenvolveram ao longo da SNCT, ampliando os espaços de diálogo com a sociedade e reforçando o compromisso com a popularização da ciência, a valorização da biodiversidade da Caatinga e o fortalecimento das conexões entre pesquisadores e comunidades locais.

Novo gênero de besouros é registrado pela primeira vez na Caatinga e amplia o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira

Um estudo recente revelou a descoberta de um novo gênero de besouros da família Ciidae, um grupo de insetos altamente especializado que depende exclusivamente dos basidiomas de macrofungos poroides, conhecidos popularmente como “orelhas-de-pau”. Esses fungos são utilizados pelos besouros como fonte de alimento, abrigo, local de cópula e oviposição, tornando os Ciidae organismos-chave nos processos ecológicos associados à decomposição e à ciclagem de nutrientes.

Ao degradarem as estruturas fúngicas, que poderiam permanecer por décadas no ambiente até sua decomposição natural, esses besouros exercem um papel ecológico fundamental, acelerando o retorno de nutrientes ao solo e contribuindo para o funcionamento dos ecossistemas.

Historicamente, o conhecimento sobre a fauna brasileira de Ciidae esteve concentrado principalmente na Mata Atlântica, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do país. Biomas como o Cerrado e a Caatinga, por outro lado, permaneceram por muito tempo pouco explorados do ponto de vista científico. A descrição desse novo gênero amplia de forma significativa a compreensão sobre a diversidade do grupo, revelando a existência de uma fauna distinta daquela registrada nas regiões mais estudadas do Brasil.

O estudo também reforçou a importância da preservação dos biomas brasileiros, especialmente aqueles submetidos a intensas pressões antrópicas, como a Caatinga e o Cerrado. As espécies descritas apresentaram baixa frequência de coleta, distribuição geográfica restrita e baixa densidade populacional, características que podem aumentar sua vulnerabilidade frente à degradação ambiental e colocá-las em risco de extinção.

As novas espécies foram registradas em áreas da Estação Ecológica do Raso da Catarina, no Parque Nacional do Catimbau e no Parque Nacional da Furna Feia, indicando que o grupo pode ocorrer em diferentes regiões da Caatinga. Trata-se do primeiro registro de besouros Ciidae para esse bioma, resultado de dados obtidos no âmbito do PPBio Semiárido Rabeca, que tem contribuído para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade de áreas historicamente pouco amostradas.

Os resultados foram publicados no artigo científico Bucerocaputis gen. nov. (Coleoptera: Ciidae) from the Cerrado and Caatinga of Brazil, with the description of two new species”, de autoria de Igor Souza-Gonçalves, Cristiano Lopes-Andrade e Paschoal C. Grossi, pesquisadores vinculados à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e à Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A descoberta evidencia que a Caatinga ainda guarda uma biodiversidade pouco conhecida e destaca a relevância da pesquisa científica para revelar, compreender e conservar os organismos que sustentam o funcionamento dos ecossistemas brasileiros.

Ações de divulgação científica aproximaram crianças do Vale do Catimbau da biodiversidade da Caatinga

Nos dias 17 e 18 de outubro, foram realizadas ações de comunicação pública da ciência durante o evento do Dia das Crianças, idealizado e promovido pela Aconturc — Associação de Guias do Vale do Catimbau, em parceria com o PELD e diversos atores locais. A iniciativa proporcionou uma experiência educativa e lúdica voltada à valorização da biodiversidade da Caatinga e ao fortalecimento do vínculo entre ciência e comunidade.

Durante o evento, foram disponibilizados materiais educativos e interativos, como jogos, adesivos, bottons, desenhos para colorir, quebra-cabeças e outras atividades voltadas ao público infantil. Todo o conteúdo abordou temas relacionados à biodiversidade da Caatinga, incluindo o jogo de tabuleiro gigante sobre a Caatinga, desenvolvido pelo Laboratório de Interação Planta-Animal da UFPE (LIPA/UFPE).

A atividade contou com a colaboração da professora Carla Ribas, além de pesquisadoras do grupo Ecoversa e do Laboratório de Ornitologia da UFPE (Ornitolab/UFPE), que atuaram diretamente na mediação das atividades e no diálogo com as crianças e suas famílias.

As ações representaram uma experiência rica e marcante, integrando ciência, cultura e educação ambiental de forma leve, divertida e acessível. A iniciativa aproximou as crianças do Vale do Catimbau do conhecimento científico e reforçou a importância da divulgação científica como ferramenta para a valorização da Caatinga e de seus saberes locais.

PROBRAL realizou 3º Workshop internacional sobre uso de sensores LIDAR na Caatinga

Entre os dias 9 e 19 de setembro, foi realizado o 3rd PROBRAL Workshop, com o tema “Analyzing the effects of different human disturbances on forest structure using LIDAR sensors”. A atividade foi ministrada pelo professor Jens Brauneck, da Frankfurt University of Applied Sciences, colaborador do projeto PROBRAL.

O workshop integrou as ações do projeto “Arbustização da Caatinga: padrões, processos e implicações para a sustentabilidade das florestas secas”, desenvolvido no âmbito do PROBRAL CAPES-DAAD (processo nº 88881.895008/2023-01), sob coordenação da professora Inara Leal (UFPE) e do professor Rainer Wirth (RPTU – University Kaiserslautern-Landau), contando também com a colaboração da professora Fernanda Oliveira (UFPE).

As atividades foram realizadas em diferentes locais estratégicos para o estudo das florestas secas. Entre os dias 9 e 12 de setembro, o workshop ocorreu no Laboratório de Sensoriamento Remoto do NPGBio/UFPE, enquanto as etapas de campo aconteceram no Parque Nacional do Catimbau (PE) e na Estação Ecológica do Raso da Catarina (BA), entre os dias 15 e 19 de setembro.

Durante o workshop, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre o uso de sensores LIDAR para analisar os efeitos de diferentes tipos de distúrbios humanos na estrutura das florestas, com foco especial na Caatinga. A atividade promoveu uma importante troca internacional de experiências e contribuiu para o fortalecimento de pesquisas voltadas à sustentabilidade das florestas secas do semiárido brasileiro.

A realização do 3º PROBRAL Workshop reforçou a relevância das parcerias internacionais e do uso de tecnologias avançadas no estudo e na conservação da Caatinga, ampliando a formação de pesquisadores e a produção de conhecimento sobre esse bioma.

Caatinga em destaque: PPBio-Rabeca registra novas espécies de vespas raras no semiárido brasileiro

A biodiversidade da Caatinga acaba de ganhar um novo e importante capítulo. Pesquisadores associados ao PPBio-Rabeca (Programa de Pesquisa em Biodiversidade – Rede de Biodiversidade do Semiárido) descreveram duas novas espécies de vespas raras do gênero Ophrynopus, pertencentes à família Orussidae, um grupo pouco conhecido de vespas parasitoides.

As espécies foram identificadas a partir de coletas realizadas na Estação Ecológica do Raso da Catarina, no estado da Bahia, uma das áreas mais singulares e desafiadoras do semiárido brasileiro. A descoberta contou com a atuação dos pesquisadores Elton John Oliveira Galdino e Daniele Regina Parizotto, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), vinculados ao Laboratório de Hymenoptera (LabHym), em parceria com Lars Vilhelmsen, da University of Copenhagen, na Dinamarca.

Um dos aspectos mais curiosos do estudo foi o método de coleta utilizado: copos azuis, uma técnica pouco usual para esse grupo de insetos, mas que se mostrou eficiente para registrar essas espécies raras.

Mais do que ampliar o catálogo da biodiversidade brasileira, o achado tem grande relevância científica por representar o primeiro registro da família Orussidae na Caatinga. O resultado evidencia o quanto esse bioma ainda é pouco explorado do ponto de vista científico e reforça que muitos de seus organismos permanecem desconhecidos.

A descoberta é fruto do esforço contínuo do PPBio-Rabeca, que atua em áreas historicamente pouco amostradas, contribuindo para o conhecimento, a conservação e a valorização dos ecossistemas do semiárido brasileiro. O trabalho reforça a importância da ciência de campo como ferramenta essencial para revelar a biodiversidade “invisível” e subsidiar estratégias de conservação.

A Caatinga, mais uma vez, mostra que guarda uma riqueza biológica surpreendente — e que investir em pesquisa é fundamental para conhecê-la e protegê-la.

Equipe de Comunicação do PPBio RABECA e PELD Catimbau participa do X Encontro de Desenvolvimento e Meio Ambiente

Na última semana de setembro, a equipe de Comunicação Pública da Ciência dos projetos PPBio RABECA e PELD Catimbau participou da X edição do Encontro de Desenvolvimento e Meio Ambiente (EDMA), realizado pelo PRODEMA/UFPE, em parceria com o LAPIGA. O evento reuniu pesquisadores, estudantes e representantes da sociedade civil em torno do tema “Conhecimento tradicional e científico: integração para a sustentabilidade e qualidade de vida”.

Durante o encontro, a equipe apresentou trabalhos nos eixos temáticos do evento, destacando experiências de popularização e comunicação científica no contexto da Caatinga. Entre as apresentações estiveram: “Integração de saberes na Caatinga: experiências de popularização científica nos projetos PPBio RABECA e PELD Catimbau”, apresentada por Francisca Oliveira, e “Ciência que se comunica: ações com guias do Catimbau”, apresentada por Isabelle Holanda. As apresentações evidenciaram a importância do diálogo entre ciência, comunidades locais e diferentes formas de conhecimento.

Além das comunicações científicas, a equipe também participou do minicurso “O porquê da comunicação na luta por direitos humanos?”, ministrado por Edson Cruz (Fly) e Tereza Filha, realizado na comunidade pesqueira da Ilha de Deus, em Recife. A atividade proporcionou uma vivência marcante sobre o papel da comunicação como instrumento de transformação social e fortalecimento de direitos.

O EDMA promoveu intensas trocas entre a academia e a sociedade civil, reforçando a integração entre saberes tradicionais e científicos na construção de caminhos mais sustentáveis. O encerramento do evento contou com apresentações culturais, como o Afoxé Aganjú Aséobá, além do debate “O futuro é ancestral!?”, que trouxe reflexões sobre perspectivas socioambientais e justiça social.

A participação no EDMA fortaleceu o compromisso dos projetos PPBio RABECA e PELD Catimbau com uma comunicação científica acessível, plural e socialmente engajada, reafirmando o papel da ciência como aliada na construção de futuros mais justos e sustentáveis.

PPBio RABECA apresenta novo registro de serpente da Caatinga no Congresso Brasileiro de Herpetologia

No dia 28 de agosto de 2025, a equipe do PPBio RABECA participou do XI Congresso Brasileiro de Herpetologia (CBH), onde apresentou um resumo científico em formato de banner, resultado de uma de suas expedições de campo realizadas na Caatinga.

O trabalho, intitulado “Novo registro de ocorrência e comportamentos antipredadores de Siphlophis leucocephalus na Caatinga”, traz contribuições relevantes para o conhecimento da herpetofauna do bioma. O registro da espécie foi realizado durante uma expedição ao Raso da Catarina, na Bahia, em setembro do ano passado.

Além de ampliar a distribuição conhecida de Siphlophis leucocephalus na Caatinga, o estudo também descreve comportamentos antipredadores pouco documentados, reforçando a importância de pesquisas de campo para a compreensão da ecologia e da biodiversidade desse ecossistema exclusivamente brasileiro.

A participação no congresso reafirma o compromisso do PPBio RABECA com a produção e a divulgação do conhecimento científico, promovendo a socialização dos dados obtidos em campo e fortalecendo a conservação da biodiversidade da Caatinga. A expectativa da equipe é que novas expedições continuem gerando resultados que contribuam para a ciência e para a valorização desse bioma.